Fluxos de trabalho 3D BIM versus Desenho 2D

Vamos comparar os benefícios do 3D BIM convencional em comparação com os históricos fluxos de trabalho de desenho 2D. Vamos comparar fluxos de trabalho tanto em termos das fases como nos resultados finais.

Cadastrado em 26/06/2018 13:41
Atualizado em 29/06/2018 16:03

Guia passo-a-passo / Tuturial por Portal Graphics

Fluxos de trabalho 3D BIM versus Desenho 2D

Fluxos de trabalho 3D X Desenho 2D

Don Strimbu
15 Junho, 2018.

Em nosso artigo anterior sobre BIM, discutimos a proposta de valor de negócios para um fluxo de trabalho 3D real de Modelagem de Informações de Construção (Building Information Modeling - BIM). A seguir vamos arregaçar as mangas virtuais e falar sobre os benefícios do 3D BIM convencional em comparação com os históricos fluxos de trabalho de desenho 2D. Vamos comparar fluxos de trabalho no nível funcional, em termos das fases e dos resultados finais.

5 diferenças que aparecem num fluxo de trabalho BIM:

1) Gerenciamento automatizado da documentação

Em um fluxo de trabalho de desenho 2D, os desenhos de saída são arquivos DWG independentes, com muitos arquivos de referência externa dependentes (X-Ref's). Esses arquivos são normalmente organizados em conjuntos de folhas e gerenciados individualmente, arquivo-por-arquivo. Conforme as alterações são feitas no projeto, as atualizações da documentação são gerenciadas manualmente. Garantir a integridade de cada visualização de cada desenho em um conjunto de folhas torna-se um processo complexo, com alto potencial para erros de documentação.

"Em um fluxo de trabalho 3D BIM, o modelo de construção e os metadados são armazenados em um banco de dados."

Esse banco de dados é gerenciado automaticamente, assim como os conjuntos de folhas que compõem os entregáveis finais do desenho. As alterações no modelo 3D BIM disparam gatilhos que atualizam automaticamente todas as vistas de desenho geradas. As vistas de desenho alteradas são sinalizadas (com etiquetas) para revisão detalhada, ajudando a garantir a precisão e a integridade do conjunto de folhas.

(No produto BIM líder do setor, o Autodesk® Revit, todo o banco de dados BIM é armazenado em um único arquivo (geralmente enorme). O fluxo de trabalho BIM 3D do BricsCAD usa DWGs e Arquivos de Referência Externa (X-Ref's) numa abordagem gerenciada exclusiva, que permite fácil acesso a multiplos usuários ao BIM.)

2) Captura do projeto pela volumetria 3D e estudo

Na maioria dos fluxos de trabalho baseados em desenho 2D, uma combinação de maquetes, desenhos manuais e renderizações são usadas como elementos visuais, ao lançar um projeto conceitual para um cliente. Na última década, a maioria das empresas - incluindo aquelas que usam sistemas BIM - tem usado ferramentas de modelagem de superfície (por exemplo, o SketchUp da Trimble) para criar e renderizar modelos de estudo. A criação de modelos de estudo 3D pode ajudar os projetistas a criar renderizações de alta fidelidade e muito plausíveis para aprovação do cliente.

"Independentemente da metodologia de desenho em uso, os modelos volumétricos 3D de estudo são usados em todo o mundo".

Embora quase todo o fluxo de trabalho 3D do BIM inclua a capacidade de criar projetos conceituais diretamente no editor BIM, o uso de ferramentas mais flexíveis (novamente, o SketchUp) é frequentemente visto. Técnicos de detalhamento BIM são então os responsáveis pela conversão do modelo de estudo em um BIM preciso em CAD. Uma queixa-chave em relação a ferramentas como o SketchUp é que elas permitem o design de estruturas não construíveis. Estes “edifícios de fantasia” consistem em geometrias de superfície que são esteticamente agradáveis, mas que nem sempre podem ser construídos. Se não for possível construir, não pode ser representado como um modelo viável de informações de construção em 3D, daí o pouco valor agregado por esses fluxos de trabalho conceituais "divididos".

(O fluxo de trabalho do BIM 3D do BricsCAD começa em modelos 3D reais sólidos, para garantir capacidade de construção, e nós não precisamos de técnicos BIM, jamais.)


[Um projeto de construção usando a tecnologia BIM]

3) Movimento suave, do conceito até o detalhamento

Após aprovação do cliente, os usuários de fluxos de trabalho de desenho 2D geralmente “dissecam” seus modelos de estudo 3D para auxiliar na criação de vistas de desenho. Devido às limitações dos modeladores de superfícies conceituais, a geometria transferida é geralmente limitada a elevações externas e vistas planas simples. A imprecisão dos modelos de estudo é frequentemente avaliada, também. Geralmente, usuário deduzem ser mais simples e seguro iniciar cada folha de desenho do zero.

"No BIM 3D, quando ferramentas externas de modelagem são usadas para criar modelos de estudo, o modelo aprovado normalmente é entregue a um técnico BIM."

O técnico trabalha para traduzir o modelo de estudo em um modelo BIM válido. Infelizmente, dependendo da extensão de qualquer imprecisão no modelo esquemático, este também pode ser um episódio para “começar do zero”. As imprecisões no modelo de estudo, criado apenas para fins de visualização, enfraquecem-no para reutilização. Quando você carrega esses “números ruins” para a frente, em direção ao BIM, costuma ser uma má ideia, porque um BIM deve ser 100% preciso em CAD.

(O BricsCAD BIM é diferente. Você nunca precisa começar do zero, e ele é sempre 100% preciso em CAD. Descubra mais em nosso artigo de fluxo de trabalho 3D BIM.)

4) Atualizações automáticas desenhos de construção

Num fluxo de trabalho em desenho 2D existem conexões limitadas entre os arquivos de projeto. Desenhos individuais são provavelmente agrupados em conjuntos de folhas, mas as dependências entre os arquivos de desenho e seus X-Ref's precisam ser gerenciadas manualmente. Devido a essa necessidade de gerenciamento manual, em essência cada arquivo DWG individual é uma entidade autônoma. Além disso, cada folha é configurada manualmente. As visualizações são criadas, organizadas e anotadas uma por vez. O potencial de erro nas atualizações que são perdidas durante as alterações é muito alto.

"No paradigma BIM 3D, existe alta integração entre todos os arquivos de um projeto."

Secções de corte BIM geradas (visualizações de plantas, elevações, secções de espaços, etc.) são a fonte para as vistas nas folhas de desenho do projeto. Por causa da “centralização das informações” em um BIM, as alterações feitas no modelo se propagam automaticamente em todas as planilhas. Além disso, o software também vai destacar folhas modificadas para uma revisão manual mais próxima.


[Um corte do projeto BIM de uma edificação]

5) Potencial minimizado de erro humano

Parece o nome de uma banda legal, certo? Talvez a verdade seja que, em 2D, coisas ruins podem acontecer devido à falta de continuidade dos dados. E eles ocorrem, muitas vezes. Mais desenhos precisam ser verificados com mais frequência, e os erros podem aparecer. As falhas podem custar muito mais tarde, depois que a documentação da construção não refletir seu projeto com perfeição.

Altere o seu BIM e todos os desenhos associados são atualizados. Um BIM integrado significa que menos desenhos precisam ser verificados a cada vez, porque o foco fica na alteração, e não nos efeitos posteriores da alteração do projeto. Isso libera você para fazer o que faz melhor, e permite usar o computador para fazer o que este faz melhor - ajuda a reunir e gerenciar suas decisões de projeto.

Aprenda mais sobre nossa abordagem não convencional para fluxos de trabalho 3D BIM com o BricsCAD BIM.

Postagens relacionadas no blog:
1) Por quê usar BIM?
2) Fluxos de trabalho 3D BIM versus Desenho 2D (artigo atual)
3) O poderoso fluxo de trabalho 3D do BricsCAD
4) BIM - Intercâmbio de Imagens via IFC

Assista os Tutoriais do BricsCAD BIM - aqui filmes narrados em Português.

Don Strimbu


Don é o Vice-Presidente de Comunicações na Bricsys. Ele tem 35 anos de experiência na indústria de CAD. É grande fã de tecnologia, sistemas de áudio de alta fidelidade e máquinas bem projetadas.


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Conhecimentos Técnicos Renda Trabalho e Carreira Uso da Tecnologia

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